O uso da Inteligência Artificial nas eleições acendeu um alerta no debate público. Um levantamento recente do projeto MonitorA identificou que a tecnologia está sendo amplamente utilizada para criar montagens e memes ofensivos contra candidatas no X (antigo Twitter). Ao todo, 25% das imagens classificadas como ataques ou insultos virtuais contra parlamentares apresentaram sinais de manipulação por ferramentas digitais.
Como a tecnologia está sendo empregada
De acordo com o estudo, que analisou mais de 11 mil imagens direcionadas a 132 candidatas, o objetivo do uso de Inteligência Artificial nas eleições não tem sido criar simulações ultra-realistas para enganar o eleitor. Em vez disso, a tecnologia é usada para gerar charges e montagens de baixa qualidade destinadas a ridicularizar e desumanizar as mulheres na política.
Impacto político e ataques à direita
A violência política digital afeta candidatas de todo o espectro ideológico, prejudicando o debate saudável. Embora nomes como Marina Silva e Sâmia Bomfim concentrem parte das ofensas, deputadas conservadoras do PL, como Julia Zanatta e Vanessa da Silva, também foram alvos frequentes de difamação virtual. Zanatta sofreu com a sexualização de sua imagem, enquanto Vanessa foi alvo de injúria de cunho racista. Esse cenário de ataques sistemáticos a lideranças de direita reforça a necessidade de combater a degradação moral nas redes e proteger a dignidade humana.
O que acontece agora
Diante desses dados, cresce a cobrança sobre as plataformas digitais para uma moderação eficaz de conteúdos ofensivos. Defensores de um debate político limpo apontam que resguardar a integridade das candidatas e focar em propostas reais é essencial para as eleições 2026.
Fonte: https://olhardigital.com.br

