A empresa chinesa Z.ai anunciou que seu novo modelo de inteligência artificial chinesa, o GLM-5.3, superou ligeiramente o Mythos 5, da desenvolvedora americana Anthropic, em testes de identificação de vulnerabilidades em softwares. O resultado, divulgado na última sexta-feira (14), acende o alerta no cenário internacional sobre o rápido avanço de Pequim no setor de segurança cibernética.
Desempenho técnico do GLM-5.3 e do Mythos 5
Na avaliação CyberGym, que mede a capacidade de localizar falhas em códigos de computadores, o GLM-5.3 registrou 84,5% de aproveitamento, contra 83,8% do Mythos 5. No entanto, a vantagem da tecnologia chinesa desapareceu em testes práticos de execução de ataques, onde o modelo da Anthropic manteve ampla liderança com 78% de eficácia, contra 54,4% da Z.ai.
Segurança nacional e o avanço da inteligência artificial chinesa
Para analistas de defesa, segurança pública e soberania nacional, o avanço tecnológico de Pequim impõe sérios riscos ao Ocidente. O controle de ferramentas capazes de expor falhas digitais por uma empresa sob a influência do regime de partido único chinês ameaça a propriedade privada e a infraestrutura estratégica de nações livres. A distribuição de modelos de código aberto pela Z.ai gera temores de que agentes maliciosos utilizem a tecnologia para sabotar sistemas de segurança corporativos e governamentais.
O que acontece agora
A Z.ai planeja lançar o GLM-5.3 de forma pública em aproximadamente duas semanas. Para mitigar riscos e impedir usos prejudiciais, a empresa informou que as funções de segurança mais sensíveis do modelo serão restritas inicialmente a um grupo controlado de parceiros verificados.
Fonte: https://olhardigital.com.br

