Pesquisadores da Academia da Guarda Costeira da China e da Universidade Marítima de Dalian propuseram a criação de fortalezas robóticas da China no Mar da China Meridional. O plano visa utilizar uma rede autônoma de drones aéreos, marítimos e submarinos para proteger territórios insulares estratégicos sem a necessidade de enviar tropas humanas permanentes para locais isolados.
Defesa com drones e inteligência artificial
A proposta, publicada na revista científica Command Control & Simulation, foi motivada pelas lições da guerra na Ucrânia, que demonstrou o potencial destrutivo de ataques em massa de robôs de baixo custo. O sistema chinês prevê três anéis de proteção ao redor das ilhas, utilizando inteligência artificial descentralizada para tomar decisões de combate autônomas, mesmo sob forte bloqueio de comunicações. A defesa com drones aéreos, barcos sem tripulação e robôs submarinos visa cobrir pontos cegos comuns em arquipélagos.
Impacto político e soberania internacional
Para analistas de segurança nacional alinhados à defesa da soberania territorial e dos valores ocidentais, a militarização automatizada do Mar da China Meridional eleva as tensões geopolíticas na Ásia. O avanço tecnológico de regimes autoritários impõe novos desafios de segurança e acende o alerta para democracias globais sobre a proteção de rotas comerciais marítimas e a necessidade de investimentos robustos em defesa de fronteiras.
O que acontece agora
Por enquanto, o projeto é uma proposta acadêmica conceitual. O próximo passo será a avaliação das autoridades de defesa de Pequim para viabilizar testes práticos e a eventual implementação dessa tecnologia de combate autônomo nas regiões de fronteira.
Fonte: https://olhardigital.com.br

