Uso de IA nas escolas pode prejudicar desempenho escolar, alerta OCDE

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O uso de IA nas escolas sem a devida moderação está diretamente associado a uma queda no desempenho escolar dos estudantes. Segundo dados do recente relatório da OCDE, jovens de 15 anos que utilizam chatbots diariamente para realizar tarefas escolares obtêm notas significativamente menores do que colegas que evitam o recurso. A tendência acende um alerta para a educação no Brasil, onde quase metade dos alunos já utiliza essas ferramentas frequentemente.

Como o uso de IA nas escolas afeta o aprendizado

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que avaliou 760 mil jovens em 91 países, estudantes que usam inteligência artificial todos os dias somaram 481 pontos em ciências, contra 509 dos que raramente a utilizam — uma diferença equivalente a um ano e meio de escolaridade. O estudo adverte contra o descarregamento cognitivo, que ocorre quando o estudante transfere tarefas complexas para a máquina, poupando o cérebro do raciocínio crítico.

A valorização do esforço individual e do mérito

Para famílias e educadores que priorizam valores tradicionais como o mérito, a disciplina de estudos e a responsabilidade individual, o relatório reforça que a facilidade tecnológica não substitui o trabalho intelectual ativo. Andreas Schleicher, diretor de Educação e Habilidades da OCDE, destacou que o aprendizado genuíno decorre de uma “luta cognitiva produtiva” da mente com a matéria, e não do mero consumo de conteúdo facilitado por algoritmos.

O que acontece agora

Diante desse cenário, especialistas defendem que as escolas atuem na mediação pedagógica em vez de simplesmente banir as ferramentas. A orientação para que os alunos analisem criticamente os dados gerados pela tecnologia tem se mostrado eficaz para reverter perdas e melhorar as notas.

Fonte: https://olhardigital.com.br