Anthropic adota marcas invisíveis para identificar textos e imagens gerados pelo Claude

Compartilhe...

WhatsApp
Facebook
X
Threads

A Anthropic anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia para aplicar marcas d’água invisíveis em textos e imagens criados pela sua inteligência artificial, o Claude. A iniciativa busca aumentar a transparência sobre a origem de produções sintéticas na internet e, ao mesmo tempo, alinhar a atuação da empresa às rígidas regras de conformidade da União Europeia para o setor de tecnologia.

Assinatura imperceptível diretamente nos textos

Diferente de soluções externas de segurança, a assinatura digital proposta pela Anthropic será incorporada diretamente no nível do modelo de linguagem. Isso garante que a proteção esteja ativa em todo o ecossistema que utiliza o Claude, incluindo a Claude Platform (API), Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag.

A empresa assegura que a marcação não altera a coesão, a semântica ou a legibilidade dos textos gerados. O grande diferencial dessa tecnologia é a sua portabilidade: como a assinatura faz parte da própria estrutura do texto, ela continuará presente mesmo quando o conteúdo for copiado e colado em outros locais, demonstrando resistência a alterações superficiais.

Metadados padronizados para o tratamento de imagens

Para o processamento e criação de imagens, a Anthropic adotará o C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity), um protocolo amplamente reconhecido no mercado para registrar o histórico e a procedência de arquivos digitais. Essa tecnologia já é utilizada por outras gigantes do setor, como Adobe, Google e OpenAI, para mapear a autoria de mídias visuais.

Enquanto o método para imagens segue esse padrão aberto da indústria, os detalhes técnicos sobre o funcionamento do algoritmo de marcação invisível nos textos ainda são mantidos sob sigilo pela desenvolvedora.

Limitações técnicas e o desafio da evasão

Apesar do avanço, a Anthropic reconhece que a ferramenta não é totalmente blindada contra fraudes ou remoções. Metadados baseados no padrão C2PA podem ser apagados facilmente — de forma intencional ou acidental — ao serem carregados em plataformas e redes sociais que limpam informações de arquivos de mídia por padrão.

Além disso, edições severas em textos podem corromper o padrão invisível estabelecido pelo modelo. Diante desse cenário, a startup emite um alerta importante aos usuários: a ausência de uma marca detectável nunca deve ser interpretada como prova definitiva de que um material foi produzido por humanos, uma vez que conteúdos gerados por IA ainda podem burlar os sistemas de monitoramento.

Cronograma de lançamento e ferramentas de detecção

Os novos modelos da família Claude já contarão com o recurso de marcação invisível integrado de forma nativa desde o lançamento. Para os modelos que já estão disponíveis no mercado, a implementação do sistema está em fase de desenvolvimento ativo.

A Anthropic revelou que planeja lançar uma documentação técnica detalhada no futuro, acompanhada de ferramentas específicas que permitirão a usuários comuns e desenvolvedores terceiros validar a autenticidade e identificar as marcas d’água inseridas em conteúdos gerados por sua IA.

Fonte: https://olhardigital.com.br